Como se adaptar aos aparelhos auditivos?

Como se adaptar aos aparelhos auditivos?

Adaptar-se aos aparelhos auditivos é uma tarefa que exige tempo. Portanto, se você precisa ajudar alguém na adaptação, é preciso ter paciência e compreensão, pois cada pessoa tem uma maneira de se habituar.

Devido a isso, muitas dúvidas surgem antes de procurar um profissional. As pessoas querem saber como é a adaptação, quais são os principais receios, quanto tempo leva para o paciente se adaptar, entre outros questionamentos.

Pensando nisso, escrevemos este artigo para contar como todo o processo de adaptação funciona. Quer saber mais? Continue lendo e confira!

Quais são os principais receios que as pessoas têm quanto aos aparelhos?

Muitas pessoas desistem de usar o aparelho auditivo porque têm receio de não se adaptar e não saber como utilizar o produto (uso, limpeza, manutenção etc). Esses são os principais motivos que impedem o paciente de experimentar o aparelho e mudar de vida.

Devido a isso, é de suma importância que o idoso seja conscientizado do valor que o aparelho auditivo traz para a sua vida. Explique que ele poderá voltar a conversar com seus amigos sem constrangimento e, além disso, será possível voltar a realizar as suas atividades rotineiras, sem precisar da ajuda de terceiros.

Como é a adaptação?

A adaptação ocorre aos poucos, principalmente, se o paciente já sofre com a perda auditiva por muito tempo. Mas, por que a adaptação não é instantânea? A adaptação não é instantânea porque o cérebro precisa se reacostumar a ouvir, pois ele perdeu o estímulo sonoro.

Os procedimentos para a adaptação são:

  • na primeira consulta, o paciente e o profissional conversam sobre sua história clínica e é explicado sobre a audiometria e fisiologia da audição. Feito isso, o fonoaudiólogo escolhe junto com o paciente o aparelho ideal para as suas necessidades e oferece uma experiência domiciliar;

  • o paciente poderá experimentar o aparelho por 3 até 7 dias (com encontros para ajustes baseados em suas dificuldades e para reforçar as orientações de manuseio). No segundo e último encontro, o paciente adquire o aparelho com a entrega do kit e garantias e plano de acompanhamento;

  • deverá ser feito um retorno nos 30 primeiros dias da adaptação para regulagem, checagem de limpeza e cuidado;

  • um retorno com três meses para realizar os mesmos procedimentos dos 30 dias;

  • um retorno com seis meses para realizar os mesmos procedimentos e para mais uma avaliação do processo e dificuldades.

Além disso, realiza-se a reabilitação auditiva, uma terapia para desenvolver as habilidades perdidas. Com um ano, também faz-se a refação da audiometria e uma comparação do exame com o ganho do aparelho auditivo. Então, o acompanhamento passa a ser de seis em seis meses.

A adaptação é bem simples, desde que a pessoa siga as orientações que o profissional passa nos encontros.

Quanto tempo leva para se adaptar ao aparelho?

Quando o assunto é adaptação, existem duas etapas.

A primeira é a de teste, que os pacientes entendem como adaptação, já que representa o primeiro contato deles com o aparelho. São até sete dias de experiência domiciliar usando os aparelhos auditivos selecionados e dois encontros para realizar ajustes, verificar a adaptação.

Para o paciente, adaptar-se é sentir o aparelho para ver se ele funciona, porque até então, quando não se conhece o benefício, a descrença é grande. No final desse teste, o paciente volta para adquirir o próprio aparelho, ou não.

Contudo, o cérebro precisa de três a seis meses para adaptar-se à nova bagagem de informações. Para isso, é preciso usar o aparelho nos ambientes desafiadores, que são conversas no silêncio, no barulho etc. Tudo isso é preciso para indicar ao cérebro que a informação está chegando, de modo que ele comece a responder.

A adaptação pode demorar um pouco além da fase de teste, já que não depende apenas de adaptação ergonômica e de comodidade. A responsabilidade do fabricante é pensar nas duas adaptações.

A adaptação também pode variar de acordo com a idade, as habilidades que a pessoa tem e do problema auditivo que está sendo tratado. Para alcançar os melhores resultados, é preciso seguir algumas orientações. Entre as principais, estão:

  • usar o aparelho o máximo que puder durante o dia (mínimo de 8 horas de uso diárias);

  • durante o tempo de uso, explorar todos os ambientes e situações do dia a dia, para saber identificar se foi confortável em um ambiente com silêncio ou em um ambiente com muito barulho, por exemplo;

  • tirar para dormir e tomar banho;

  • comparecer a todos os encontros que o fonoaudiólogo marcar (a frequência após a aquisição é de três em três meses). Somente no período da aquisição, é preciso fazer  até três encontros;

  • ficar atento à troca de pilha quando necessário e colocação do molde ou sonda.

É possível que uma pessoa não se adapte de jeito nenhum? Neste caso, o que fazer?

A pessoa pode não se adaptar quando há uma perda de audição muito grande e ela usa o aparelho como tentativa, mas não vê nenhum benefício. Quando a perda é grande, as habilidades estão muito comprometidas e o aparelho acaba sendo pouco eficaz.

Esteticamente, é muito difícil não se adaptar, pois são aparelhos simples e práticos de usar.

A rejeição pode ser por parte do paciente, que não se permite usar, não faz o que pedem, não vai às consultas, não usa pelo tempo mínimo pedido, entre outros motivos. Nesses casos, a falta de colaboração do paciente interfere na adaptação.

Outro problema é a expectativa alta que os pacientes adquirem. Eles acham que, ao colocar o aparelho, já será possível sair escutando tudo. Mas não é assim: o organismo vai entendendo aos poucos que o som está chegando aos ouvidos e, por isso, é preciso continuar indo às consultas.

Infelizmente, a perda de audição existe e a solução para amenizar ao máximo o problema é colocar o aparelho e ir às regulagens para melhorar e estimular a parte central do cérebro. Nesse momento, a colaboração do paciente é muito importante, pois quanto mais ele usar, mais bem adaptado ele vai ficar.

Estar sempre atento às recomendações do fonoaudiólogo, fazer o acompanhamento correto depende do paciente, tendo em vista que todas as recomendações também são enviadas por escrito.

Portanto, para que o paciente consiga se adaptar aos aparelhos auditivos com sucesso é preciso dedicação e força de vontade. Somente assim ele poderá melhorar a sua qualidade de vida.

Agora que você já sabe mais sobre como é se adaptar aos aparelhos auditivos, que tal conhecer uma empresa especializada em reabilitação auditiva para ajudar a solucionar seu problema? Entre em contato com a nossa equipe e conheça nossos produtos e serviços!

 

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